segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Comida


Vamos comer pra matar a fome
Da carne que peca
E que peca em vão
Vamos comer pra matar a sede
Que por falta de bebida
É de ficar, de ficar na solidão
Vamos comer e quem come
Come por prazer descontrolado
Come com gosto e compulsão
Quem come, quer comida
Afinal comida é pra ser comida
Com voracidade e com tesão

É sei que vai se identificar com esse poema, ele é para você! rs

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contos?


Mulher tem aquela mania de acreditar que é uma princesa e que vive num conto de fadas. É, de certa forma, sempre a mesma história: sempre que a moça fica ‘caídinha’ de amor cria um príncipe encantado e perfeitinho – bem feito sua babaca, agora quebre a cara gostoso!
O slogan de uma mulher feliz e completa deveria ser: primeiro encontre no seu príncipe os defeitos, depois apaixone-se por eles, com toda certeza resolveria metade dos seus problemas.
E para os babacas canditados a papel de príncipe: está mais do que na hora de trocar as falas, não é mesmo? Fazem toda a merda do mundo, mentem da forma mais discarada, acham que ‘abafam’ na enrolaração, então a bela princesinha se enche da situação dá um pé (com salto) na bunda ( que pode até ser gostosa, mas não existe somente essa no mundo) do idiota.
E sabe o que é melhor? Tardiamente eles resolvem se encantar e mudam o texto para as mais belas sinceras juras de amor que nunca fizeram. Eu nunca vi falas e histórias depois do FIM dos contos de fadas, nessa altura a bela já trocou de livro!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


Gritos e vozes ecoam dentro de mim
Dialogam com as diversidades mundanas
Dois tempos e espaços diferentes
Interagem, discutem e se desentendem.
Minha oralidade parte nas palavras
O parto das ideias se fazem nas letras.
Alivio o meu eu ao contar, ao rascunhar,
Ao sonhar em ser poeta, versar...
Abro a minha mente e a minha boca
Para me perder e me encontrar
No meu universo interior
E no exterior que oprime o
Que reside tão fortemente no meu ser.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Quero encontrar a placa do fim,
Lá, almejo chegar...
Requebrar pelo caminho todas
as bagagens de ser mulher.
Honrar por aí as calcinhas
que um dia deixei de vestir.
Usar das pernas fortes
Para passo a passo além...
Olhos voltados ao horinzonte,
Maquiados a vontade de ser mais
Nas mãos os bojos do ser forte,
os bojos que cobrem seios
que latejam a vontade, o sangue,
a determinação e persistência.
Cobrimos o que deveríamos
despir, assim somos!
Mais ação nesse combate,
Mais saltos finos, mais classe,
Mais charme, mais poder...
Mais intensidade em duas peças!
Bandeira tremulando:
Calcinha e sutiãs,
Nossas armas, avante!

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Simplesmente permita-se
Assuma-se o que é,
o que pretende ser
e seja sem freios
A nossa liberdade
começa ou termina
a medida que a delimitamos
Julgamentos existem
e são feitos constantemente,
portanto não se incomode
com o lado em que seus valores
se atraem mais, os pólos
existiram independente
do que vem a ser certo ou errado
Solidão é fato, somos
seres individuais e por
natureza egoístas...
Simplesmente seja!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

(?)


Nem sei bem o que escrever hoje, somente me deu vontade de reanimar hábitos antigos. Não sei, também, se posso chamar de arte, mas me manifesto como a alma pede e quando acorda sedenta de ser.
Resolvi brincar de cores, me dediquei essa possibilidade, de fazer surgir imagens, de me permitir a expressão na tarde de hoje.
Ando tão confusa, tão saudosista, tão eu, tão assim sem saber ao certo, sem definir contornos, abstraindo maneiras cristalizadas, refazendo e recriando.Certamente é na arte que me encontro e me liberto.
Reflexão nomeia aquilo que tem me abraçado nos momentos de permissão do voar da mente. Verticalização é a ação da minha companhia permanente.
O que eu fiz? O que eu faço? O que eu tenho feito? O que vou fazer? É correto? É digno? É moral? É ético? É político?
Indecisão é o modo da ação, definidora dos questionamentos. Na verdade, acho que me cobro muito. Na verdade, sinceramente mesmo, não me envergonho das decisões que fiz e que definiram certos rumos de minha vida. Deus será pecado tentar ser feliz?
Tenho plena consciência de que parar ganhar outros têm que perder e nem sempre a vitória é limpa, mas gostaria de ver uma derrota mais cheia de si e de orgulho - talvez com mais hombridade, mais honra, "sei lá" dá nojo de ver/ouvir/ saber certas coisas, " ver os outros na merda" e pensar que esse indivíduo merece ao invés de hipotetizar uma ajuda e um estender de mãos, "cara" dá vontade de pisar na cabeça e falar: "come essa bosta, vai ser bom pra adubar sua podridão".
Ai! Quanta revolta não é mesmo? Tem gente que gira junto com o mundo e mal sabe que elas mesmas podem girar e dançar conforme a sua própria música, tem gente que não sabe se permitir o fazer da arte de viver!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Teto de vidro


"Drama, comédia, tragédia, no fim tudo "VIRA"...se copia, se atua, se reproduz. Trocam-se os atores, figurinos, cenários, mas mantem-se as personagens. E a peça continua, novamente estreia e estrela".





Vida minha, vasto mundo
Volta inteira vamos dar.
Hipocrisia em um segundo
Faz a gente se assustar!

Vida minha vá voando
Que o mundo vai girar.
Não pare esperando
Que as coisas vão mudar!

Vida minha, vá em frente
Não espere o que virá.
Futuro não é diferente,
pessoas trocam de lugar!

Vida minha de riquezas,
mas não diversa ao narrar.
Conta fatos de princesas
Que viram bruxas num piscar.

Vida minha (ca)la-te
Palavra voa no ar
Em olvidos puros, bate
à alheia boca ressoar!